Uma força-tarefa foi mobilizada esta semana para conter os impactos ambientais causados por uma espécie exótica de água-viva que apareceu em larga escala na Praia do Brasileirinho, em Itaparica. A ação resultou na retirada de mais de uma tonelada do organismo marinho, que se espalha com rapidez em ambientes quentes, rasos e de águas cristalinas — como é o caso da Baía de Todos-os-Santos.
A presença desse animal, considerado uma espécie invasora, acende um alerta para riscos à biodiversidade da região. O fenômeno é atribuído a um estágio do ciclo de vida conhecido como pólipo — uma forma quase invisível do animal, que se fixa em superfícies rígidas no fundo do mar, se reproduz por brotamento e gera novas medusas.
A operação ambiental foi realizada no contexto do Dia do Oceano e marca o início de um plano de monitoramento ecológico contínuo. A retirada emergencial foi conduzida com apoio técnico e científico, envolvendo pesquisadores, especialistas em ecossistemas marinhos e moradores da comunidade local.
O material recolhido será analisado em estudos que visam entender os impactos da espécie no equilíbrio ecológico da Baía. Esses dados serão fundamentais para traçar estratégias eficazes de controle, prevenção de novos surtos e proteção da fauna marinha nativa.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações mais amplas em defesa dos ecossistemas costeiros e da promoção de um turismo sustentável e responsável na região. A Baía de Todos-os-Santos, além de patrimônio natural e cultural, abriga uma complexa teia de vida que depende diretamente da preservação de seus ambientes marinhos.
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