Pela primeira vez, Madre de Deus recebe o ParaPraia, projeto que promove banho de mar assistido para pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida. A estreia da 11ª edição acontece nos dias 6 e 7 de fevereiro, das 8h às 12h, marcando o início de uma temporada que segue depois para Salvador.
Na praia de Madre de Deus, os participantes encontrarão uma estrutura completa e pensada para garantir conforto, segurança e autonomia no acesso ao mar. Cadeiras anfíbias flutuantes, pistas de acesso, chuveirão, banheiros adaptados, tendas e espaços para atividades recreativas fazem parte da operação montada especialmente para o evento.
Após o Carnaval, o ParaPraia retoma suas atividades em Salvador, na Bacia das Moças, em Ondina, praia que abriga o projeto desde a sua primeira edição. As ações na capital acontecem de 21 de fevereiro a 8 de março, sempre aos sábados e domingos. O circuito inclui ainda um fim de semana especial na Praia da Preguiça, na região do Comércio, ao lado do restaurante Amado, ampliando o alcance do projeto para diferentes trechos da orla da cidade.
Nesta edição, o projeto volta a contar com a parceria da Unifacs, que mobiliza e coordena os voluntários responsáveis pelo banho assistido. Alunos dos cursos de fisioterapia, medicina, educação física, enfermagem e psicologia, além de integrantes da sociedade civil, atuam em equipes organizadas, somando cerca de 60 voluntários por dia.
Em Salvador, o ParaPraia é promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer. A produção é assinada pela Outros 500 Marketing e Nossa Agência Marketing, com apoio do Salvamar, Guarda Municipal e Polícia Militar. Todas as etapas contam ainda com o patrocínio da Wilson Sons e apoio da Acelen, Salvador Shopping e Bremen Veículos.
Criado há dez anos, o ParaPraia se consolidou como uma das principais iniciativas de inclusão no verão da capital baiana. Ao longo dessa trajetória, milhares de pessoas tiveram a oportunidade de entrar no mar com segurança, muitas delas pela primeira vez. O projeto ajudou a transformar uma experiência antes limitada por barreiras físicas em um direito possível.
A expectativa para a temporada 2026 é atender, em média, 90 pessoas por dia e nos lembrar que um dos maiores patrimônios afetivos da Bahia, também pode e deve ser acessível a todos.
Fotos: Zemira Chequer