Bruno Reis destaca força da Maratona Salvador para o turismo esportivo

Com 10 mil inscritos, prova chega à 8ª edição com metade dos participantes vindos de outras cidades; programação segue neste domingo (27) com os percursos de 21 km e 42 km

A Maratona Salvador ganhou tamanho para ser também um evento de turismo. Dos 10 mil inscritos na 8ª edição, 50% são de fora da cidade e 30% vêm de outros estados, segundo dados apresentados pela Prefeitura neste sábado (26). Na prática, são cerca de 5 mil corredores que chegam de outros municípios, movimentando hospedagem, alimentação, transporte e outros serviços durante o fim de semana.

O primeiro dia ocupou a orla da Boca do Rio com as provas de 5 km e 10 km, além da nova caminhada de 3 km. Neste domingo (27), a programação continua com as distâncias de 21 km e 42 km, com largada e chegada no Centro de Convenções de Salvador. A edição também oferece desafios combinados para quem decidiu correr nos dois dias.

O prefeito Bruno Reis participou dos 10 km e chamou atenção para o peso dos visitantes na prova. “Temos 50% dos participantes de fora da cidade e 30% de fora da Bahia. Então, vejam quantas pessoas estão vindo para Salvador”, afirmou. Para ele, esse fluxo faz a corrida ultrapassar os limites do calendário esportivo e alcançar diretamente a economia da cidade.

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Hospital Prefeitura de Salvador

É uma conta que se espalha por diferentes setores. Quem viaja para correr precisa se hospedar, comer, circular e, muitas vezes, aproveita a passagem pela capital para conhecer praias e atrações. Segundo o presidente da Saltur, Isaac Edington, a Maratona Salvador está entre as 200 provas do mundo e ocupa a sétima posição entre as maratonas brasileiras, dados também destacados pela organização nesta edição.

Corrida com sotaque de Salvador

Se o percurso segue exigências técnicas de uma grande prova, a experiência aposta deliberadamente na identidade da cidade. Música, percussão e manifestações de matrizes africanas aparecem ao longo do trajeto, inclusive nos pontos de hidratação.

Neste sábado, o Bailinho de Quinta comanda a Arena do Evento. No domingo, depois dos percursos mais longos, o encerramento será com É o Tchan. A programação musical conta ainda com parceria da Secretaria Municipal de Reparação (Semur), levando grupos ligados às matrizes africanas para diferentes trechos da corrida.

A prova também incorporou ações ambientais e sociais. As ecobags oficiais foram produzidas a partir da reciclagem de garrafas PET e um inventário deverá calcular as emissões de gases de efeito estufa relacionadas à operação, incluindo deslocamentos, energia, estruturas e resíduos. As emissões não evitadas deverão ser compensadas com créditos de carbono vinculados a projetos ambientais.

Parte dos recursos das inscrições será destinada à Aldeias Infantis SOS, organização dedicada à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Domingo é dia de meia e maratona

Para quem encarou os 5 km e 10 km neste sábado, a festa já começou. Para os corredores das distâncias que dão nome e peso à competição, ainda há muito asfalto pela frente.

Neste domingo, Salvador recebe as provas de 21 km e 42 km, além dos atletas inscritos nos desafios de 5 km + 21 km e 10 km + 42 km.

Mais do que os quilômetros percorridos, os 10 mil inscritos ajudam a mostrar como a corrida de rua passou a ocupar um espaço interessante na agenda turística de Salvador: metade desse pelotão precisou viajar para estar na linha de largada.

Fotos Igor Santos/ SECOM PMS

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