Madre de Deus vem ampliando sua presença no mapa dos esportes náuticos, e o Kite Verão tem sido um dos principais vetores desse movimento. Após uma edição inaugural consistente em 2025, o evento projeta crescimento em 2026 e reforça o posicionamento do município como polo emergente do kitesurf e das modalidades de vento e mar no Nordeste.
A estreia do Kite Verão reuniu atletas, praticantes e público geral, ocupando a orla e movimentando o comércio local. Além da presença física, o evento também teve bom alcance digital orgânico, ampliando a visibilidade de Madre de Deus para além da Baía de Todos-os-Santos e colocando o município no mapa de quem acompanha o calendário náutico esportivo.
Para 2026, a organização trabalha com um planejamento mais robusto. Estão previstas melhorias no percurso das provas, reforço na infraestrutura e ajustes logísticos que qualificam tanto a experiência dos atletas quanto a do público. A expectativa é ampliar o alcance do evento e fortalecer sua presença no circuito estadual e nacional.
O Kite Verão ganha corpo como uma iniciativa de desenvolvimento, usando o esporte como eixo para ativar turismo, renda e identidade local. O evento se associa a temas como saúde, sustentabilidade e impacto social, entendendo o mar não apenas como espaço de lazer, mas como vetor de integração comunitária.
A iniciativa é realizada pela Madre Kite Surf e pelo Instituto Transformar, organizações que atuam no fomento ao esporte e em projetos de desenvolvimento social. O evento conta ainda com o apoio da Prefeitura de Madre de Deus e de parceiros locais e regionais, como Raízen Açaí, Madre Mais, Restaurante Tempero Raiz, Santana Material de Construção e Livraria do Povo, reforçando uma articulação que envolve poder público, iniciativa privada e sociedade civil.
O avanço do Kite Verão acompanha um movimento mais amplo de reconhecimento do potencial náutico de Madre de Deus. Com condições naturais favoráveis, localização estratégica e crescente organização de eventos, o município passa a disputar espaço no cenário nordestino como destino para práticas esportivas ligadas ao vento, ao mar e à economia do esporte.
Em 2026, o desafio é dar escala sem perder identidade. E, ao que tudo indica, Madre de Deus já entendeu que o esporte pode ser mais do que atração pontual.
Fotos: divulgação