A COP28 será a hora da verdade para a indústria de petróleo e gás

A Conferência de Mudanças Climáticas, em Dubai este ano, é uma oportunidade única para a indústria de petróleo e gás mostrar que leva a sério o combate às mudanças climáticas.

Em um momento em que os impactos das mudanças climáticas são cada vez mais sentidos em todo o mundo, os produtores de petróleo e gás precisam obter uma nova “licença social” para operar. O mundo precisa ver mudanças significativas nas operações das empresas petrolíferas nacionais e internacionais, com estratégias claras e responsáveis para reduzir rapidamente suas emissões.

- - CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE - -
Programa Vida Nova da Prefeitura de Salvador

As empresas do setor que até agora anunciaram planos para reduzir as emissões de suas operações, respondem por menos da metade da produção global. E muitas das promessas feitas são vagas ou não são apoiadas por estratégias claras para alcançá-las, especialmente para o período crucial entre agora e 2030. Metas mais ambiciosas, planos concretos e responsabilidade robusta são necessários para alcançar reduções profundas em atividades de petróleo e gás e além.

Isoladamente, as emissões das operações de extração representam uma parte considerável do problema. Tirar petróleo e gás do solo, processá-los e entregá-los aos consumidores é responsável por quase 15% das emissões globais relacionadas à energia – isso é mais do que todas as emissões produzidas pelos Estados Unidos ou o dobro das emissões de toda a União Europeia.

Em meio à crise global de energia, muitos consumidores e empresas foram duramente atingidos pelo aumento dos preços em 2022. Mas para a indústria de petróleo e gás, foi um ano de lucros recordes e agora é hora de usar isso para um benefício mais amplo. A indústria pode e deve reinvestir parte desses lucros para ajudar o mundo a atingir emissões zero e manter o objetivo de limitar as temperaturas globais a 1,5 °C.

A indústria de petróleo e gás hoje tem as tecnologias, recursos e experiência para reduzir drasticamente as emissões de suas operações – e a um custo relativamente baixo. O que será feito?

via IEA

Compartilhe esta matéria