A Baía de Todos-os-Santos atravessou o Atlântico não como destino turístico, mas como referência global. Foi exatamente isso que aconteceu em Madrid, quando Isabela Suárez, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) e da Fundação Baía Viva, apresentou o modelo baiano de gestão sustentável durante o IV Congresso Internacional de Direito da Empresa, realizado na Universidad Complutense de Madrid.
O convite internacional não foi mero protocolo, mas reconhecimento. A experiência da Ilha dos Frades, construída ao longo de mais de duas décadas pela Fundação Baía Viva, tornou-se exemplo de como a parceria entre iniciativa privada, poder público e comunidades locais pode transformar um território e reposicionar a Bahia no mapa da inovação socioambiental.
Uma homenagem que atravessa fronteiras
Diante de ministros, juristas e representantes do setor produtivo brasileiro e espanhol, Isabela recebeu homenagem por sua contribuição à promoção de soluções sustentáveis e pela articulação institucional que vem realizando na Baía de Todos-os-Santos.
O auditório ouviu, da própria Isabela, a palestra “Parceria Sustentável entre Iniciativa Privada e Poder Público – O caso da Ilha dos Frades”, onde apresentou o arcabouço que sustenta o modelo da Fundação.
Por que deu certo?
Durante a apresentação, Isabela explicou que o sucesso da Ilha dos Frades não veio de ações isoladas, mas de uma engrenagem bem ajustada. Governança compartilhada, segurança jurídica e cooperação real entre iniciativa privada, poder público e comunidades formaram a base do modelo.
Para ela, o setor empresarial precisa ocupar o centro das decisões que moldam o futuro dos territórios.
“Experiências bem-sucedidas exigem aproximação entre empresas, poder público e comunidades. É assim que garantimos impacto real e duradouro”, afirmou.O empresariado é parte ativa da visão de futuro do território. A transformação deixa de ser pontual e passa a ser estrutural.

Bandeira Azul
Entre os resultados exibidos está um dos símbolos mais respeitados do planeta quando o assunto é preservação: a certificação Bandeira Azul da Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe.
Esse selo, desejado por destinos turísticos do mundo inteiro, não é apenas uma bandeira hasteada. É garantia de balneabilidade, educação ambiental, infraestrutura, gestão costeira e governança — e a Ilha dos Frades conquistou isso por mérito, consistência e visão de longo prazo.
Do mar à mesa: renda, dignidade e futuro
Isabela também destacou projetos estruturantes que ultrapassam as praias e chegam às comunidades tradicionais, como a Usina de Beneficiamento de Pescados de Bom Jesus dos Passos, que fortalece a pesca artesanal e melhora diretamente a renda das famílias da Baía.
Trata-se de uma visão de sustentabilidade que não separa meio ambiente de vida real — um equilíbrio que a Fundação Baía Viva opera com precisão: preserva-se o território e, ao mesmo tempo, cria-se oportunidade econômica para quem o habita.
Um modelo que o mundo observa e que a Bahia precisa reconhecer
Enquanto outros países estudam e homenageiam o trabalho da Fundação Baía Viva, aqui dentro ele ainda parece maior do que a própria vitrine que recebe. O convite da Universidad Complutense reforça o que especialistas internacionais já afirmam: a Baía de Todos-os-Santos abriga um dos modelos mais consistentes de sustentabilidade costeira em atuação no Brasil.
Madrid apenas confirmou aquilo que a BTS já sabe, mas ainda precisa repetir com mais orgulho:
o trabalho da Fundação Baía Viva, através de Isabela Suarez, não é apenas importante para a Bahia. É referência para o mundo.