Representantes da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) embarcam nesta sexta-feira (25) para uma missão técnica na China, com destino à província de Zhejiang. O objetivo é conhecer de perto dois projetos de infraestrutura que utilizam a Plataforma Linear Provisória (PLP) — mesma metodologia construtiva prevista para a futura Ponte Salvador–Itaparica.
A visita segue até o dia 2 de agosto e faz parte de uma etapa estratégica no processo de licenciamento ambiental da ponte, aprofundando o entendimento sobre os impactos ambientais, exigências técnicas e medidas mitigadoras adotadas em empreendimentos chineses de grande escala. As experiências observadas devem servir de base para decisões e adaptações no contexto da Baía de Todos-os-Santos.
“Vamos observar in loco como a PLP foi implantada, quais medidas mitigadoras foram adotadas e de que forma elas podem ser adaptadas à realidade ambiental da Baía”, afirmou André Ferraro, chefe de gabinete da Sema, que integra a comitiva.
Segundo o coordenador de Infraestrutura do Inema, José Antônio Lacerda, a missão busca assegurar maior segurança técnica e sustentabilidade ao projeto da ponte. “Ao compreendermos os aspectos ambientais e operacionais da metodologia, teremos mais segurança para avaliar e acompanhar o projeto aqui na Bahia, buscando sempre o menor impacto possível aos ecossistemas locais”, destacou.
Também participa da missão o técnico especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Inema, Félix Barreto.
A construção da ponte Salvador–Itaparica é considerada uma das obras mais ambiciosas da história da infraestrutura baiana. Com potencial de transformar a mobilidade e o desenvolvimento regional, o projeto exige cuidados rigorosos com o meio ambiente — sobretudo por atravessar uma das maiores e mais ricas baías tropicais do planeta.
Foto: Matheus Lemos/Sema|Inema