Virada Salvador 2026 entrega entretenimento e resultado – números confirmam

Salvador virou vitrine nacional mais uma vez no fim do ano — e os números do Festival Virada Salvador 2026 ajudam a explicar por quê. Entre os dias 27 e 31 de dezembro, a capital baiana não só entregou música e festa, como também aqueceu a economia, impulsionou o turismo e colocou a cidade no centro do radar de quem escolhe onde passar o Réveillon.

Com taxa média de ocupação hoteleira de 80%, o período superou com folga o desempenho de 2024, quando o índice foi de 70,56%. O crescimento de 13,4% reflete um aumento real no fluxo de visitantes: foram cerca de 158,6 mil turistas na cidade, somando hóspedes da rede hoteleira e pessoas em hospedagens alternativas, como aluguel por temporada. Na prática, isso representou um avanço de pouco mais de 10% em relação ao ano anterior.

O impacto direto apareceu no bolso da cidade. A receita turística estimada chegou a R$ 337,2 milhões, R$ 31,1 milhões a mais do que em 2024. Um saldo que reforça o Réveillon como um dos eventos mais estratégicos do calendário turístico de Salvador.

Durante cinco dias, a Arena O Canto da Cidade recebeu mais de 100 horas de música, com mais de 60 atrações distribuídas em diferentes palcos. Mas por trás do espetáculo no palco, houve uma operação de bastidores que envolveu praticamente toda a estrutura da Prefeitura, com ações integradas nas áreas de segurança, saúde, mobilidade, limpeza urbana, assistência social, tecnologia e comunicação.

Na segurança, a Guarda Civil Municipal realizou mais de 6 mil ações preventivas ao longo do festival, com mais de 550 agentes em atuação. Foram 401 atendimentos ao público — número significativamente maior do que no ano anterior — e apenas oito ocorrências registradas, nenhuma considerada grave. Também houve atenção especial às famílias: quase 4.700 crianças foram identificadas com pulseiras de segurança, além da localização de documentos e pertences perdidos.

A mobilidade foi outro ponto sensível em um evento desse porte. Mais de 5,5 mil pessoas utilizaram o transporte público disponibilizado especialmente para a festa, com reforço de ônibus reguladores. No entorno da arena, a Zona Azul registrou mais de 1.500 veículos, enquanto blitzes combateram o transporte clandestino, com abordagens, notificações e remoções.

Na área da saúde, os módulos assistenciais montados para o festival realizaram 665 atendimentos entre o Natal e o primeiro dia do ano, a maioria por casos clínicos. O suporte social também esteve presente, com atendimento a pacientes e familiares durante todo o período.

A assistência social manteve uma atuação contínua. Não houve registro de trabalho infantil, mesmo com quase mil abordagens preventivas realizadas. Crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade receberam acompanhamento, o Mirante Acessível garantiu atendimento a pessoas com deficiência e o Restaurante Popular serviu 7 mil refeições gratuitas. A rede de proteção às mulheres também esteve ativa, com registros e encaminhamentos feitos por meio do Botão Lilás.

Na limpeza urbana, os números impressionam: mais de 150 toneladas de resíduos recolhidos e mais de 7,6 toneladas de materiais reciclados, com participação direta de centenas de catadores. A operação especial de limpeza começou ainda na manhã do dia 1º de janeiro, garantindo a rápida reorganização da área após a virada.

A tecnologia ajudou a manter tudo funcionando. Só no dia 31, a plataforma Salvador Digital e o WhatsApp oficial da Prefeitura somaram milhares de interações. A rede Conecta Salvador registrou mais de 70 mil usuários conectados, com alto volume de tráfego de dados, mostrando que festa e conectividade caminharam juntas.

Do ponto de vista da comunicação, o festival também ganhou projeção nacional. Foram cerca de 100 releases produzidos, mais de 600 profissionais de imprensa credenciados e uma transmissão oficial no YouTube que ultrapassou 2 milhões de visualizações ao longo dos cinco dias.

No fim das contas, o que os números mostram é um Réveillon que funcionou dentro e fora do palco. A festa trouxe gente, movimentou a cidade, gerou trabalho e manteve a engrenagem urbana girando em um dos períodos mais intensos do ano. Para Salvador, o saldo do Virada 2026 foi menos discurso e mais resultado concreto.

Imagens: SECOM PMS

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