A regeneração deixou de ser uma promessa de futuro para se tornar um critério de competitividade no turismo. Destinos, hotéis e empreendimentos que desejam permanecer relevantes já entenderam que eficiência ambiental, gestão de resíduos, economia circular e impacto social positivo não são pautas paralelas ao negócio. São parte dele.
Essa discussão ganhou espaço nesta quarta-feira (10), durante o IV Seminário Internacional de Turismo Sustentável (SITUS 2026), realizado em Salvador, onde a diretora executiva do Village Itaparica e gerente de ESG/ASG da Sustentare, Adriana Muniz, participou do painel “Circularidade que funciona: menos discurso, mais operação no setor HORECA”.
O debate reuniu especialistas que vêm desenvolvendo soluções práticas para os setores de hotelaria, alimentação, turismo e gestão de destinos, justamente em um momento em que a indústria turística busca respostas para desafios ligados ao consumo de recursos naturais, gestão de resíduos e adaptação às novas exigências de mercado.
Durante sua participação, Adriana apresentou experiências implementadas em diferentes territórios e empreendimentos, demonstrando como conceitos de economia circular podem sair do campo das intenções e gerar resultados concretos para empresas, comunidades e destinos turísticos.
“Estamos levando inovação, sustentabilidade e propósito para o SITUS 2026. Participar do evento é uma oportunidade de compartilhar experiências, construir conexões e mostrar que é possível transformar desafios ambientais em oportunidades de desenvolvimento”, afirmou.
A presença do Village Itaparica no seminário reforça um movimento que vem ganhando força em diversos mercados turísticos do mundo: a valorização de empreendimentos que incorporam critérios ambientais e sociais à sua estratégia de crescimento. Cada vez mais, investidores, operadores e consumidores observam indicadores relacionados à sustentabilidade na hora de escolher destinos, parceiros e projetos.
A economia circular desponta como uma das ferramentas mais relevantes para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência operacional e ampliar a geração de valor local. O conceito propõe substituir a lógica tradicional de descarte por modelos que mantêm materiais e recursos em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo impactos ambientais e criando novas oportunidades econômicas.
Segundo Adriana Muniz, o desafio atual é mostrar que essas práticas podem ser incorporadas à rotina das empresas de forma objetiva e financeiramente viável.
“Apresentaremos soluções que mostram que a sustentabilidade pode fazer parte da operação de forma eficiente e gerar benefícios para os negócios, para as pessoas e para o meio ambiente. Acreditamos que o turismo do futuro é regenerativo, inclusivo e comprometido com a preservação dos recursos que tornam cada destino único”, destacou.
Ao integrar a programação do SITUS 2026, o Village Itaparica também fortalece sua presença nos debates que discutem o futuro do turismo brasileiro. O seminário reúne representantes do poder público, investidores, pesquisadores, empresários e organizações da sociedade civil para discutir caminhos capazes de alinhar crescimento econômico, inovação e conservação ambiental.
A participação no evento acontece em sintonia com a estratégia de sustentabilidade desenvolvida pelo empreendimento na Ilha de Itaparica, onde iniciativas ligadas à educação ambiental, valorização da biodiversidade, gestão de resíduos e relacionamento com as comunidades locais vêm sendo incorporadas à operação e ao planejamento de longo prazo.
Uma verdadeira vitrine de boas práticas, o encontro evidencia uma mudança de percepção no setor: destinos turísticos competitivos serão aqueles capazes de gerar prosperidade econômica sem comprometer os recursos naturais que sustentam sua própria existência.
